Intransponível, mas não para Deus.
Certa feita todo povo Hebreu chegou diante da terra de Canaã, - livro de Josué cap. 3, era o povo de Deus avistando a terra da promessa. Mas antes de sua conquista teriam de atravessar o rio Jordão, cujas águas agitadas transbordavam em todas as suas ribanceiras, “como se impõe um poderoso brasão ante um peregrino errante na terra de sua chegada”, visto que era o tempo da sega. Tudo era muito novo, Moisés o grande líder era morto, assim como toda a geração que saiu da escravidão do Egito e viu as águas do mar Vermelho recuarem, “como se retira a noite com a chegada do grande Sol”. Uma nova geração um novo líder face a face com a terra dos seus sonhos, mas um grande empecilho os separava. No entanto aquela era a geração escolhida por Deus para tomar posse da promessa, mas não havia dúvidas o Jordão teria de ser vencido.
Diz-nos a Palavra que o povo parte em direção ao intransponível Jordão, todos teriam de acreditar no Senhor Deus para que o milagre fosse realizado. Mas havia algo especial! A Arca da Aliança estava no meio do povo, o maior representante da presença divina na face terra ia sendo levada a frente pelos sacerdotes escolhidos, e quando estes tocaram seus pés nas turvas águas do Jordão, as Sagradas Escrituras relatam que milagrosamente, como uma criança recua sob a ordem de um pai, o Jordão retrocede frente a majestade do Grande Deus, e todo povo passa em seco e avança em direção da terra que mana leite e mel.
Nos dias de hoje não é diferente, Deus espera que entendamos que somos sacerdotes escolhidos, pincelados em meio a humanidade, para levarmos a presença Dele, como o era a Arca da Aliança, nos momentos mais críticos de nossas histórias, e ajudarmos todo povo a alcançar a terra da promessa. Ainda que o grandioso Jordão se mostre imponente, ele terá de retroceder ante a majestade do Magnífico Deus!
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